sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

A Casa do Pai - Parte 1


Na varanda da casa silenciosa e vazia, com os olhos lacrimejantes, um pai a olhar está um pai a olhar para o horizonte. Houve um tempo que estes mesmos olhos se encheram de lagrimas de felicidades, houve um tempo que havia agitação e muita gente em todos os cantos da casa, mais, agora não. Não há mais risos, festas, movimentação por toda casa, somente um velho pai com um olhar fixo no horizonte da estrada há espera de alguém que partiu sem dizer para onde ia, levando consigo apenas sonhos, desejos de juventude e nos olhos de quem fica permanece a lembrança de um tempo...
De longe já da para ouvir a festa, nasceu o menino, o caçula o coração do pai se enche de emoção, pois, ter um filho homem é uma benção, ser pai de dois rapazes é uma dádiva dos céus. Com o tempo os filhos crescem e como cresceram rápido, ainda ontem tinham medo do escuro e hoje já querem se aventura pela vida afora.
O mais novo disse ao seu pai: Pai, quero a minha parte da herança. Assim, ele repartiu sua propriedade entre eles. Não muito tempo depois, o filho mais novo reuniu tudo o que tinha, e foi para uma região distante; e lá desperdiçou os seus bens vivendo irresponsavelmente. (Lucas 15:12-13 – NVI). Ficando no rosto do pai a tristeza, no peito a amargura e a decepção por ouvir aquelas palavras em seus pensamentos ele deve ter se questionado: “Onde foi que eu errei? O que eu deixei de ensinar para o meu filho? Qual parte dos mandamentos passou despercebida sem ter ensinado a ele?” Com o coração aflito mais, sem argumentar o pai da o que o filho deseja vendo em seguida o seu filho, seu caçula sumir no horizonte em busca de fantasias, prazer e liberdade lembrando um ditado popular que diz: O mundo ensina.
Longe da casa do pai após algum tempo, a liberdade já não é tão bela assim, o prazer não da mais prazer, a mascara da fantasia cai e mostra o que na realidade é. E quando o dinheiro acaba somem as amizades, o mundo vira as costas só resta o frio da madrugada, a solidão da fome e a escuridão da noite como companhia. As lembranças vêm: “Papai sempre ajeitava meu cobertor nas noites frias!”, “Como era linda a oração de graças antes das refeições!”, “A noite escura me dava medo, mais o papai sempre estava no quarto ao lado e vinha sem demora”. Aprendemos da pior maneira possível, acreditamos nas nossas verdades, seguimos nossos desejos e quando a ilusão acaba descobrimos que a quebramos a cara, restando apenas juntar os cacos das bobagens cometidas, vindo à parte mais difícil: Admitir que erramos! 

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